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Em Salvador,Bahia - BR:

O meu humor está...
Eu confesso...
email d'A Cúmplice:

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Terça-feira, Junho 24, 2003
RenúnciaNão achei certo te acordar
Do seu sono de criança
Para saciar
Meus profanos
Desejos de mulher
Preferi
dormir a fome
pulsante
do meu corpo
e aguardar
seu sorriso
despertar
Sexta-feira, Junho 20, 2003
Ímpar SensaçãoAdormeci no seu peito
Sentindo seu cheiro
Hálito e pele
Potente afrodisíaco
Acordou meu desejo
Espanto... encanto...
Despertei nessa magia
Perdi a noção
Dos limites do meu corpo
Me senti parte de você
Senti você parte de mim
Quarta-feira, Junho 18, 2003
Caros amigos
Peço desculpas pelo sumiço
Pelas visitas não retribuídas
Pelo blog meio esquecido
Mas sabem como é
A falta de tempo...
Beijos pra vocês
Eu e vocêGosto da sensação
De ser toda sua
Sem bloqueios ou receios
Preconceitos ou tabus
Gosto da emoção
De me entregar inteira
Mente e carne
Pele e alma nua
Inteira lua
Gosto da doce dominação
Do seu corpo de macho
De me fazer submissa
E atender ao que queres
Ceder às vontades
Que mal ousas sugerir
Gosto dessa relação
De respeito e liberdade
Cumplicidade e verdade
Alegria e intimidade
Paixão e amizade
Gosto de mim com você
Quinta-feira, Junho 12, 2003
Normalmente não coloco textos alheios no meu blog. Prefiro escrevê-los. Mas não pude deixar de colocar esse do Quintana.
PROMESSAS MATRIMONIAIS(Mário Quintana)
Em maio de 98, escrevi um texto em que afirmava que achava bonito o ritual do casamento na igreja, com seus vestidos brancos e tapetes vermelhos, mas que a única coisa que me desagradava era o sermão do padre: "Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?"
Acho simplista e um pouco fora da realidade. Dou aqui novas sugestões de sermões:
Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?
Promete saber ser amiga(o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?
Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?
Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?
Promete se deixar conhecer?
Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?
Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?
Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?
Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?
Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?
Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: declaro-os maduros.
Domingo, Junho 08, 2003
Acróstico do meu amor
Apareceu... não sei de onde
Nem sei como chegou
Dançou na minha frente
Rindo, me beijou
Encantadores olhos castanhos
Lindo, esse meu amor
Insistente... paciente...
Não pensei... vem marcando minha vida
Onde veio, ninguém mais chegou
Sábado, Junho 07, 2003
Crônica de uma viajante, no retorno para casa(ou o que não estará escrito no Relatório de Viagem)
Esta última, foi uma semana tranqüila de viagem. Tranqüila até demais, vocês vão ver(ler), mas não deixou de ter passagens engraçadas... em todo caso, vou partilhar com meus leitores... afinal, somos cúmplices.
A comédia aconteceu logo no início da viagem, na segunda-feira. Acordei às 7:30, tomei meu banho; suco com biscoito foi meu café da manhã; tomei um taxi para a rodoviária e parti, no ônibus para Seabra, às 9:00 da manhã. O ônibus, tido como "convencional", era até bastante confortável, estilo executivo, com ar-condicionado e banheiro. Considerando um percurso de sete horas de duração, esses detalhes são mais do que luxo, são necessários.
A primeira parada do busu foi em Feira de Santana (ainda bem), que fica em torno de 1:30 de Salvador. Disse "ainda bem" porque o suco, em aliança com o ar-condicionado, já estava fazendo efeito... Aproveitei o pit-stop e resolvi "conhecer" o banheiro. Apertado, claro, e com uma janelinha que insistia em não fechar. Mas apesar do impacto psicológico de fazer xixi vendo gente passar, deu pra "aliviar". E a viagem prosseguiu e depois de mais duas horas a vontade de fazer xixi apertou de novo. A parada seguinte seria em Itaberaba, sabia lá Deus em quanto tempo mais... segurei... sentei de lado... mudei de posição... nada adiantava... resolvi "encarar" novamente o minúsculo banheiro. Olha... confesso pra vocês... dei muita risada. Foi uma manobra radical... manter-me apoiada, na ponta dos pés, fugindo do assento (já em petição de miséria)... o ônibus balançando... Descobri o porquê de tantas alças rodeando o recinto... na frente do vaso... atrás... E eu me sentindo uma surfista no banheiro, imaginando o xixi descendo fora de lugar, numa das curvas... e ônibus pra lá e pra cá. Tentei... juro que tentei. Fiz "tchiiiiiiii"... fiz força... e nada... nem as risadas, adiantaram... (Fico me perguntando porque o corpo não obedece certas horas). Se alguém passou perto da porta, deve ter achado que tinha uma louca lá dentro. Depois de uns dez minutos de tentativas frustradas, a bexiga ainda doendo, desisti... voltei a minha poltrona e rezei pra Itaberaba chegar logo. Nessas horas, mulher sofre...!!! Ehhh vontade de ter pinto e fazer xixi em pé.
A parte tranqüila demais foi na quarta-feira. Estava em um município pequeno, muito pequeno, e de população pobre. Terminei meu trabalho cedo, lá pelas 5 da tarde, nada restando a fazer até o outro dia, quando eu viajaria para outra cidade e nem o laptop eu havia levado. Perguntei para uma colega onde eu poderia comprar uma revista... Ela me olhou com cara de desculpas... Imaginem... em canto algum eu poderia comprar algo pra ler. Segundo ela, nem o jornal chega na cidade (e ainda chamam lugares assim de cidade). E lá fui eu para a pousada, simples mas surpreendentemente asseada, e me tranquei no quarto minúsculo, dominado por uma cama de casal. Liguei a TV (só pegava a Globo) e o final da Sessão da Tarde não me agradou... desliguei... o jeito foi tomar banho pra passar o tempo. Banho tomado, nem tentei Malhação, deitei na cama com o resto de uma revista que eu havia levado pra momentos de tédio... acabou logo... eu já a tinha detonado na pousada da véspera. Saí do quarto, decidi pelo jantar e Kubanacan no refeitório da pousada (um "puxado" num pátio que serve de também de garagem). Lá pelo fim do Jornal Nacional, escorraçada pelo vento gélido que soprava, voltei ao meu cubículo. Acendi o incenso, liguei a TV... nada interessante pra ler... Apelei...!! Reli manuais técnicos do Projeto (nada como rever conceitos)... Mulheres apaixonadas terminou (que novela histérica)... Optei por abdominais e exercícios de perna e glúteo (ahhh minha academia)... Criatividade...!!! Incrementei: por que não usar a sacola como peso ? Acreditem... a cama e a sacola viraram mesa flexora e cadeira extensora. Depois ainda malhei braço... o jeito foi aproveitar o peso das companheiras de viagem. O cúmulo dos cúmulos ? Nada de sono... e o Santos jogando contra o Medelin... e eu odeio futebol...!!! Saquei a pinça da bolsa e catei os fios excedentes das sobrancelhas... ái meu útero... Fim do jogo... desisti... acertei o despertador do celular e fui dormir...
Na próxima viagem, caros leitores, não me deixem esquecer duas coisas: levar livros e não beber suco. Combinado ?
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